domingo, 13 de dezembro de 2015














- A liberdade também é arma de arremesso.

As liberdades, filhas das Revoluções, tendem ao absoluto. Não soa bem uma mais ou menos liberdade. Quando muito, as liberdades restringem-se em reciprocidade e têm, na medida dessa restrição, o espaço de conformação de outra liberdade - nova. Vale dizer que no jogo das liberdades só as liberdades podem jogar. Ou então o que daí resulta não é liberdade, e é outra coisa qualquer.

A forma como respondemos ao mais fúnebre dos atos ditará o rumo que queremos seguir. O karma será implacável. As opiniões públicas alimentam-se febrilmente destes apocalipses. A resposta, cuidada, deverá estar invariavelmente mais virada para o exterior, para a ação nos palcos do verdadeiro cataclismo. E o que dentro houver que fazer, que é muito, depende mais da solidariedade do que dos soldados.

A brutalidade dos atos deixa-nos sem reação. O maléfico inevitável prostra-nos, e a retaliação é perfidamente tentadora. A ordem falha e o medo, compreensivelmente, instala-se. Quem sacrificar? Se vamos deixar falecer as nossas liberdades aos pés de quem as quer trucidar, isso é connosco.

Um mês depois, enquanto é tempo,

- Je Suis Paris.
MR

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