domingo, 15 de novembro de 2015

- Abre-se a Vala.

Bem húmida e pestilenta como se querem os espaços de imundice e depósitos de vísceras, primeiro confessionário do desamor fraterno e político. Sem confrangimentos, relativamente imoderados na pretensão - que as hormonas já lá vão -, adivinham-se estilos cársicos em alívios de última hora.

Esperem-se batalhas de pudor. Aqui, uns veem realmente melhor que outros: encara-se a perspetiva (cavaleira, não é?) e evita-se a falta de opinião. Fossas de toda a espécie são benvindas. Não se marginalizam as indigentes águas faciais, os licores de sarjeta, e outros resíduos mais ou menos amargos, decantados da banalidade privada.

Sem daltonismo. Sem a irritante sensatez cabal. Com as foices e martelos que as palavras tão mais eficazmente forjam. Com espaço, a cinco. Sem saneamento. Escorrendo, e procurando.

- No meio da merda.

MR

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