- A sós.
Varremos as ruas ao chuto fingindo uma vergonha pequenina que
só cabe no lado mais cego do coração. Implacável:
- Não me deixe a lua sem a noite que cego de êxtase aqui mesmo.
Ouviu? Esconde a tensão sem voltar atrás. O caminho é outro. Mais simples, porque três pontos de medo bastam com fartura numa linha de solidão. Cobrem, na perfeição, o abandono de um murmúrio tão familiar. Ao ouvido,
‘Cobarde!’, nem por isso mentiu há pouco: bem putos, num toque discreto, mais que expresso nessa beleza banal. Tão mais Pública. E se me seguisse? Nunca! Que a quero deixar aqui. Na rua! Oca e disparatada, violentamente temperamental.
- Como uma paixão.
MR
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