domingo, 22 de novembro de 2015

- A sós.

Varremos as ruas ao chuto fingindo uma vergonha pequenina que só cabe no lado mais cego do coração. Implacável:

          - Não me deixe a lua sem a noite que cego de êxtase aqui mesmo.

Ouviu? Esconde a tensão sem voltar atrás. O caminho é outro. Mais simples, porque três pontos de medo bastam com fartura numa linha de solidão. Cobrem, na perfeição, o abandono de um murmúrio tão familiar. Ao ouvido,

Cobarde!’, nem por isso mentiu há pouco: bem putos, num toque discreto, mais que expresso nessa beleza banal. Tão mais Pública. E se me seguisse? Nunca! Que a quero deixar aqui. Na rua! Oca e disparatada, violentamente temperamental.

- Como uma paixão.

MR

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